O Processo da Reencarnação

revista-espiritismo-cincia-n22-13909-MLB213757724_4140-F“As descobertas da ciência glorificam a Deus em lugar de rebaixá-­lo; não destroem senão o que os homens edificaram sobre as idéias falsas que se fizeram de Deus.”(ALLAN KARDEC).
1. INTRODUÇÃO
O Espiritismo possui, em sua base de sustentação, três aspectos, quais sejam: Científico, Filosófico e Religioso. Apesar de que muitas pessoas insistem em levar a idéia da Reencarnação exclusivamente para o lado religioso, na verdade, é um princípio que deverá ter a Ciência como apoio, pois se trata de uma lei natural que é da alçada dela, portanto, nada tem a ver com religião, nem tampouco com a filosofia, embora sob esses dois pontos também Possamos justificá­la.

2.­ RECORDAÇÃO ESPONTÃNEA DE VIDAS PASSADAS
Fato muito comum, mais do que se possa imaginar, é encontrarmos crianças que se lembraram de uma vida anterior. Esses casos, por desconhecimento do assunto, não são tratados como deveriam, pois estão sendo levados à conta da imaginação dessas crianças. Entretanto, vários pesquisadores têm dedicado seu precioso tempo para pesquisá­las. A razão mais forte para esse tipo de pesquisa é pelo fato de que as crianças são mais autênticas nas informações que passam. Outro fator relevante é que, muitas vezes, nem mesmo possuem conhecimento daquilo que estão descrevendo sobre sua vida anterior. Entre esses pesquisadores podemos citar:
O Dr. Ian Stevenson, norte­americano, chefiou a Divisão de Parapsicologia do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Virginia, que já dedicou mais de 40 anos de sua vida pesquisando casos de reencarnação de crianças que se lembraram espontaneamente de outras vidas, tendo catalogado mais de 2. 600 casos. Essas crianças, em determinado período de vida, passaram a dizer que eram outras pessoas que haviam vivido em outros lugares, dando inúmeros detalhes, que foram, posteriormente, por ele conf irmados. O Dr. Stevenson publicou interessante estudo, infelizment e, ainda sem tradução para o português, intitulado Reincarnation and Biology: A Contribution to the Etiology of Birthmarks and Birth Defects (Reencarnação e Biologia: Uma contribuição à Etiologia das Marcas de­ Nascença e Defeitos de Nascença). Neste estudo com    2. 300 páginas, ele procura a comprovação da reencarnação através das ditas “marcas de nascença”. Inúmeras crianças traziam marcas muito semelhantes à de seus parentes já falecidos, além disso demonstravam inconfundíveis traços da personalidade deles, tão marcantes que não deixavam dúvidas quanto ao fato de se tratar dos mesmos espíritos numa roupagem física nova.

Transcrevemos do livro Investigando a Reencarnação de Dr. John Algeo, professor universitário, com Mestrado e Doutorado na Universidade da Flórida: Ao investigar seus casos, Stevenson considerou uma variedade de explicações possíveis para a precisão das lembranças relatadas:
a) Fraude. Logro deliberado é a explicação menos provável na maioria dos casos. Exigiria uma elaborada conspiração entre as crianças, seus parentes, vizinhos, estranhos de outras cidades e assim por diante.
b) “Criptomnésia”. É possível acreditar que já tenhamos experimentado algo que na verdade lemos ou ouvimos falar, mas que a nossa mente converteu em lembrança. Tal lembrança (mnesia) oculta (do grego cripto) também é responsável pelo fenômeno do plágio inconsciente – um escritor pode armazenar uma expressão ou frase particularmente atraente e depois vir a crer que   foi ele quem a inventou.
c) Telepatia com os vivos. Possivelmente as crianças liam as mentes das pessoas vivas que tinham conhecimento dos fatos e depois convert iam essa inf ormação em pseudo­lembranças.
d) Retrocognição ou pré­cognição. Outra possibilidade é a de a criança, por meio de alguma faculdade extraordinária, ter tido consciência direta dos fatos do passado (retrocognição). Ou t alvez, de ter tido alguma consciência dos fatos, que o investigador viesse a descobrir no futuro, e fosse capaz de predizê­los (précognição).
e) Telepatia com os mortos. Talvez a criança tivesse entrado em contato telepático com a consciência de uma pessoa falecida e estivesse percebendo equivocadament e a informação assim recebida, como sendo sua.
f) Possessão. Talvez a criança estivesse de fato possuída pelo espírito do f alecido, e as recordações fossem as lembranças verdadeiras daquela outra consciência coabitando em seu corpo ou substituindo a personalidade original.
g) Reencarnação. As lembranças são o que parecem ser – recordações de fatos de uma vida anterior da criança. Concluiu,   Stevenson, que essa possibilidade era, algumas vezes, a única mais provável. Stevenson nunca declarou que os seus casos “comprovam” a reencarnação, certamente não no sentido popular do termo. É difícil obter a evidência e avaliá­-la. Tudo o que  Stevenson afirma é que estes casos sugerem como explicação a reencarnação, e que não existe explicação mais provável para eles. Essa é uma alegação modesta, mas, ainda assim, notável, vinda de um cientista acadêmico. Desde o trabalho de Stevenson, não é mais correto dizer que inexiste uma prova real, sólida da reencarnação. Foi exatamente isso o que ele proporcionou. (ALGEO,1995, pp. 102­103)

O Prof. Hemendra Nath Banerjee (1929­1985), Diretor do Departament o de Parapsicologia da Universidade de Rajasthan, Índia, iniciou uma série de investigações acerca de diversos casos de crianças que se lembravam de suas vidas anteriores, chegando a catalogar três mil casos. Tais casos, disse ele, são numerosos na Índia, bem como em diversos países do Oriente: Burma, Líbano, SriLanka, Turquia e outros. Vamos mostrar alguns trechos do livro Vida Pretérit a e Futura – 25 anos de estudos sobre a reencarnação publicado, em 1979, pelo Dr. Banerjee. Durante anos, os pesquisadores parapsicólogos que estudam os casos de reencarnação têm sido considerados charlatões, e seus estudos classificados como de efêmero valor. Mas, depois de mais de vinte e cinco anos de pesquisas neste campo, em que  estudei mais de 1. 100 casos de reencarnação em todo o mundo, e publiquei vários trabalhos sobre o assunto, a crítica diminuiu e surgiu maior interesse. Os fatos que cada vez mais chegam ao nosso conhecimento são tão impressionantes, que agora a comunidade científ ica passou a considerá­-los como dignos de pesquisa. Desde o começo, decidi formar um centro de estudos internacional sobre a reencarnação. Seu objetivo seria estudar cientificamente casos de vidas anteriores em todo o mundo e coligir dados relativos aos mesmos. Minhas pesquisas de um quarto de século convenceram­-me de que há muitas pessoas, nos Estados Unidos e em outras partes do mundo, dotadas de memórias diferentes, o que não se pode obter por vias normais. Chamo esse tipo de memória de “memória extracerebral”, porque as afirmações dos sujeitos de possuírem lembranças de vidas anteriores parecem ser independentes do cérebro, principal repositório da memória. É fato científico que ninguém é capaz de lembrar o que não aprendeu anteriormente. Os casos descritos neste livro não se baseiam no ouvir dizer nem em estórias de jornais; baseiam-­se em pesquisas que fiz através de rigorosos métodos científicos. Meu estudo sobre a reencarnação foi concebido à luz de várias hipóteses, tais como, a fraude, a captação de lembranças através de meios normais, e a percepção extra­sensorial. (BANERJEE, 1987, pp. 13­14). (grif o nosso).

Muito embora essas pesquisas realizadas por Dr. Ian Stevenson (EUA) e Dr. H. N. Banerjee (Índia), não sejam ainda consideradas por algumas pessoas como provas científicas, trazem fortíssimas evidências que, com certeza, dentro de algum tempo, passarão da classe de teoria para a de prova concreta, tal é o critério cient í f ico utilizado nelas. Mas, felizmente e para desespero dos contrários por questões religiosas, já convenceu cientistas de renome como veremos mais adiante.

2. 1 ­ Casos de reencarnação por lembrança espontânea
Um caso relatado por Stevenson (STEVENSON, I , Vint e Casos Sugest ivos de Reencarnação, São Paulo: Difusora Cultural, 1970, pp. 305­320), de f orma resumida: Trata-­se do caso do pescador Willian George, membro da tribo dos tlingit s, Alasca, EEUU. Em várias ocasiões, conversando com seu filho e sua nora, ele disse que iria reencarnar como filho deles e que seria reconhecido pelas marcas que traria no corpo, semelhantes às que tinha no ombro esquerdo e na face interna do antebraço. Em julho de 1. 949 entregou a seu filho um relógio de ouro que estimava muito, pedindo que o conservasse para quando retornasse em outra existência. No mês seguinte Willian George saiu para pescar e desapareceu, sem que seu corpo fosse jamais encontrado. Pouco tempo depois sua nora engravidou e, a 5 de maio de 1. 950, deu à luz a um menino. Durante o parto ela sonhou que seu sogro aparecera e, quando voltou a si depois do parto, esperava ver o sogro (talvez como um espírito) em sua forma adulta anterior. Mas o que viu foi um bebê robusto que trazia em seu corpo sinais exatamente iguais aos que seu sogro tinha em vida e também nas mesmas regiões. A identificação dessas marcas de nascença levou os pais a chamá­-lo de Willian George Júnior. À medida que o menino crescia, mostrava traços de gostos, aversões e aptidões semelhantes aos do avô. Este, por exemplo, costumava virar o pé direito para fora, hábito que o menino também apresentava. Os traços faciais, a tendência à irritabilidade, o hábito de dar conselhos, o conhecimento de pesca e de barcos e dos lugares piscosos eram semelhantes aos do avô, e, o que é bastante estranho, o jovem tinha um incomum medo da água. Também era mais sério e sisudo que seus companheiros. Além dessas características, o menino mostrava marcante identificação entre a sua personalidade e a do seu avô, dizia que a tia ­avó era sua irmã e tratava os outros como se fossem filhos ou f ilhas. Quanto ao relógio de ouro, um dia sua mãe resolveu examinar as jóias que possuía e tirou­-as juntamente com o relógio, do porta­jóias. Quando o garoto viu o que ela estava fazendo, agarrou o relógio dizendo que era seu e só com muita dificuldade a mãe conseguiu que ele o devolvesse. Os familiares do menino, que f oram cuidadosamente inquiridos pelo pesquisador, afirmaram, categoricamente, que jamais haviam falado sobre o relógio ou mencionado as palavras de Willian George.
O caso de Willian George Jr mostra as seguintes evidências reencarnacionistas: recordações iniciando-se na infância, visão déjá vu (reconhecimento de um lugar onde nunca se esteve antes), sonhos anunciadores, informações da própria pessoa antes de morrer, prometendo voltar, defeitos congênitos e marcas de nascença, aptidões inatas ou sankharâ. (Planet a Especial ­ Reencarnação, s/ d, p. 27). Casos narrados pelo jornalista, escritor e pesquisador Roy Stemma

Referências bibliográficas:
Revista Espiritismo & Ciência, nº. 2, São Paulo: Myt hos, s/ d.

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